Amazônia pode perder área de floresta equivalente a Costa Rica, alertam ONGs

(Foto: Fotos Públicas/ Agência Pará)

Fonte: Correio 24h

Um decreto presidencial que deverá abrir uma área de 47 mil quilômetros quadrados entre o Pará e o Amapá para exploração mineral – área equivalente ao estado do Espírito Santo – e um projeto de lei que pretende reduzir 350 mil hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, se somados, podem suprimir 50.500 km² da Amazônia, quase a extensão do território da Costa Rica.
O ciclo hidrológico do bioma amazônico, proveniente da relação floresta-clima, é fundamental para a purificação do ar e para a manutenção e estabilidade climática em todo o mundo, estimam os cientistas. O desmatamento contribui para a liberação de gás carbônico na atmosfera, fator que acelera o aquecimento global e põe em xeque a posição do Brasil junto ao Acordo do Clima, estabelecido em 2015 em Paris.
No final de julho, a ONG WWF-Brasil divulgou relatório cujo conteúdo afirma que o governo já tem concluído o texto do decreto presidencial que deverá desmatar 47 mil km² entre o Pará e o Amapá para exploração mineral. Conforme os especialistas responsáveis pelo estudo, tamanha abertura coloca em risco nove áreas protegidas, além de gerar uma série de conflitos entre a atividade minerária, a conservação da biodiversidade e os direitos indígenas.
Conhecida como Reserva Nacional do Cobre e seus Associados (Renca), a região que será impactada pelo decreto engloba o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá, a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d`Este.
A Renca está bloqueada pelo governo brasileiro desde 1984, mas deve ser aberta para mineração como parte dos planos do governo Temer de atrair investimentos internacionais para a região e estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Uma portaria do Ministério de Minas e Energia publicada no início de abril foi o primeiro passo para retomar a exploração mineral na região.e 
O CORREIO Sustentabilidade entrou em contato com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) no dia 1º de agosto, com o objetivo de obter do governo posicionamentos sobre o desmatamento entre o Pará e o Amapá, voltado à exploração mineral, e a redução de floresta na Flona do Jamanxim. A assessoria de imprensa do MMA respondeu, por meio de nota, apenas na tarde da sexta-feira (4/8). Sobre o decreto que permite atividade de mineração na  Renca, a pasta informou aoneas que a proposta está em estudo. O posicionamento sobre a Flona pode ser lidas abaixo. 
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