Vereador de Jacobina propõe criação de cemitério e crematório de animais de estimação


O projeto de Lei, de autoria do vereador Paulo Adriano propõe a criação de um cemitério e um crematório para animais domésticos de pequeno porte no município de Jacobina. Na justificativa do PL o edil argumenta que o município de Jacobina precisa ter um local específico para que as famílias possam cultuar os seus animais de estimação mortos. Ainda segundo o vereador, a medida, além de cunho sentimental, tem caráter ecológico e de saúde pública, uma vez que diariamente dezenas de animais são jogados nas ruas da cidade para recolhimento da coleta de lixo. Em outro projeto também apresentado nesta quinta o vereador Dibas propõe a liberação de de animais de estimação para visita a seus donos que estejam internados em hospitais públicos do município.

Os dois projetos de Lei do vereador foram encaminhados para apreciação da Comissão de Constituição e Justiça no entanto, de imediato, pôde-se perceber pela reação de alguns de seus pares que as proposituras terão que ser muito bem embasadas para passar pelo crivo da CCJ. Nos bastidores se comentava que em Jacobina existem outras demandas muito mais importantes para se implementar no tocante ao tema como a questão da realização do serviço de castração gratuita na cidade para se evitar o crescimento desordenado de animais de rua, bem como a instalação de um centro de tratamento para animais em situação de rua que perambulam no município, expondo a população ao risco de doenças contagiosas como o Calazar, por exemplo, que já causou inclusive várias mortes de cidadão jacobinenses, pleitos estes feitos há vários anos, e nunca atendidos pelas gestões que por aqui passaram. O atendimento a animais de rua feridos são realizados na maioria por voluntários, com custos bancados de próprio bolso. Além do que, cemitério e crematório de animais são proposições que geram custos aos município e portanto são passíveis de veto. Além do mais, segundo comentou-se após a sessão, esta é uma ação que pode ser explorada pelo setor privado, para atender uma demanda da sociedade que pode pagar pelos serviços de crematório e sepultamento.

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