Alok fala da perda do bebê e nova tentativa: 'Eu já me sinto pai'

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Redação: iBahia


O DJ Alok abriu o jogo ao falar sobre sua vida pessoal em entrevista à revista 'GQ'. Sobre o romance com a médica Romana, o produtor musical revelou que o pedido de casamento foi de forma bem curiosa.

"Eu pedi ela em casamento em um momento intimista em São Paulo. Eu dei a aliança, mas ficou um pouco grande. Então, mandei apertar e logo depois fomos para a Grécia. Eu levei duas caixinhas, uma com as alianças e outra com o solitário. O que eu fiz: coloquei tudo em uma caixinha e coloquei a outra vazia no meu bolso. Quando estávamos passeando de barco, eu fui fazer o pedido e fingi que a caixinha caiu no mar. Ela chorou e gritava 'o que você fez!'. Tem até vídeo! Quando eu tirei a aliança verdadeira do bolso, ela não sabia se me matava, se desistia ou se aceitava (risos)", contou.
Alok relembrou também um momento complicado que o casal enfrentou recentemente, após Romana sofrer um aborto: "nós estamos juntos há 4 anos. O relacionamento tem que ser conquistado todos os dias, né. Quando começa a andar no automático, ele começa a perder aquele coisa. Por uma cobrança minha, a gente acabou tentando dar um tempo, mas inventamos desculpas pra se encontrar e se falar. Quando voltamos, ela ficou grávida. Nesse momento, foi uma surpresa muito boa. Quando perdemos o bebê, ficamos muito abalados, mas ao mesmo tempo eu tive certeza que queria ela pra minha vida. Eu não pensava em ter filhos antes, não pelo fato de não querer uma criança, mas por não saber quem seria a mãe dos meus filhos. Eu já me sinto pai. Sei que serei muito breve, estou tentando! O casamento veio de uma forma muito clara".

Por falar em paternidade, Alok confessou que seu desejo é ter dois filhos. "Mas tudo pode mudar. Não quero dizer que tenho preferências, mas gostaria de uma menina e um menino. Mas uma menina eu estou sonhando", disse ele, que explicou qual como seu perfil de pai: "eu tento fazer o papel de irmão mais velho protetor com a minha irmã mais nova, mas acabo tirando o papel do pai e da mãe. Eu achei super legal que o Marcos Mion soltou um livro chamado Pai de Menina e tem uns assuntos que, para mim, eram meio distantes - tipo menstruação...é uma coisa que eu não sei como dialogar! Mas eu quero ser um pai participativo sim. Eu quero tomar cuidado com a proteção dela, ainda mais vivendo no Brasil, um país que tem muito assédio. O nosso país é muito machista, então eu vou me preocupar com isso".
Questionado pela publicação sobre política e religião, já que publicou um vídeo recentemente sobre Deus, o DJ afirmou que acredita que os dois não deve se misturar. "Eu acho que o Estado, na minha opinião, não tem que se meter em religião. Na minha opinião, o amor entre duas pessoas também não é opinião do Estado. Eu fico chateado com pessoas que tem preconceito com homossexuais e que usam religião pra isso. Isso é a decisão de cada um, do que faz feliz. Eles perguntam: 'mas Alok, e se você tivesse um filho homossexual?'. Cara, eu ia amar do mesmo jeito. Essa é a minha posição", explicou.

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