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Nesta sexta-feira 13, confira lista com cinco filmes assustadores para um cineminha


É notório que a sétima arte ajudou a construir novos espantos, redefinindo também o conceito de medo. Embora protegido pela sala de cinema e diante de uma tela em que apenas se projeta imagens, por muitas vezes foi difícil não se contorcer na cadeira ou simplesmente fechar abruptamente os olhos. Alguns segundos apenas. Se o filme for bom, certamente esse tempo será dilatado, e os personagens poderão acompanhar os espectadores por minutos, horas e dias. É a mágica do cinema.
Abaixo, você confere cinco momentos em que o horror ganhou vida de maneira mais assustadora, influenciando a criação de monstros, demônios, assassinos seriais, zumbis e espíritos ao longo dos anos.

“Psicose” (1960)

Obra mais popular de Alfred Hitchcock, “Psicose” transformou a maneira de se fazer filmes. Não apenas por trazer a cena de assassinato mais icônica da história do cinema — aquela em que Marion Crane (Janet Leigh) é morta a facadas —, mas, especialmente, pela maneira como a trama é conduzida e contada. Os relatos da época em que foi exibido pela primeira vez dão conta de espectadores desesperados, desmaios e gritos.


Há quem possa considerar um exagero, mas é preciso olhar com atenção o contexto em que o longa foi feito e como o diretor desafiou o que o cinema americano produzia na época, especialmente em relação a exploração da violência e da sexualidade. O longa teve um orçamento modesto e a equipe técnica foi aproveitada de uma programa de TV comandado por Hitchcock. No filme, Marion foge após roubar 40 mil dólares e se hospeda num hotel comandado por Norman Bates (Anthony Perkins).

“O bebê de Rosemary” (1968)

Não há no filme de Roman Polansky as inúmeras cenas de sangue e tortura que marcariam as histórias do gênero. Há, contudo, o poder da paranoia e do sonho, que abastecem grandes momentos do longa. Nele, Rosemary (Mia Farrow) muda-se para um novo apartamento ao lado do marido e, após descobrir estar grávida, passa a acreditar que seus vizinhos são satanistas. Os “delírios” da protagonista garantem as melhores cenas desse expoente do terror psicológico.


“O bebê de Rosemary” se tornou famoso também por episódios trágicos que ocorreram meses após seu lançamento: o produtor William Castle, que teria recebido ameaças de morte devido ao conteúdo do filme, morreu com falência renal em 1969. Numa espécie de lenda urbana, testemunhas teriam ouvido ele clamar: “Rosemary, pelo amor de Deus, solte esta faca”. Krzysztof Komeda, autor da trilha sonora, estava no mesmo hospital e morreu devido a um coágulo no cérebro. Meses depois, Sharon Tate, mulher de Polansky, foi assassinada a facadas por uma seita de seguidores de Charles Manson. Ela estava grávida de seu primeiro filho.

“O exorcista” (1973)

O filme, dirigido por William Friedkin, já faz parte do imaginário coletivo criado pelo cinema e, décadas após o lançamento, mantém a força de suas cenas. A história mostra os esforços de uma mãe para salvar a filha adolescente, possuída por um demônio — papéis defendidos por Ellen Burstyn e Linda Blair, respectivamente.


Essa espinha dorsal talvez explique o sucesso do longa: o horror aqui é sustentado por uma drama familiar consistente, um laço com o qual o espectador se identifica. Não fosse isso, os recursos visuais e sonoros que ajudaram a criar algumas das sequências mais impactantes do gênero não teriam tanto efeito. Um grande sucesso de bilheteria, “O exorcista” teve nove indicações ao Oscar.

“O massacre da serra elétrica” (1974)

É, de certa forma, o embrião de filmes como “Halloween” (1978), “Sexta-feira 13” (1980) e “A hora do espanto” (1986). Dirigido por Tobe Hooper, o longa acompanha dois irmãos que, ao lado dos amigos, são vítimas de uma família de psicopatas, incluindo o temido Leatherface. O vilão usa pele humana como máscara e uma serra elétrica para retalhar suas presas. A violência bruta fez com que o filme fosse banido em alguns países, incluindo o Brasil.

Outras produções e remakes tentaram alcançar, sem sucesso, o êxito da produção de 1974. “Leatherface”, um prelúdio do filme original, está previsto para estrear ainda este ano.

"O iluminado" (1980)
É a contribuição do genial Stanley Kubrick aos filmes de horror. “O iluminado”, baseado no livro de Stephen King, dividiu a crítica na época do lançamento. Foi ignorado no Oscar, mas lembrado no Framboesa de Ouro, indicado nas categorias pior atriz e, acreditem!, pior diretor. O tempo, no entanto, fez bem ao longa, cada vez mais popular, e um dos mais influentes de sua época.


Jack Nicholson interpreta o escritor Jack Torrance. Ele aceita trabalhar como zelador de um hotel isolado, onde fica apenas com a mulher e o filho. Por lá, ele sofre uma influência sobrenatural e, aos poucos, conhece a loucura.

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