Mais de 40 mil candidatos pretendem concorrer às eleições na Bahia


O início das campanhas eleitorais começou no domingo (27) em todo o país. Na Bahia, até o momento, 40.760 candidatos pretendem disputar as cadeiras de prefeito e de vereador, nos 417 municípios. Os dados foram extraídos do site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na manhã desta segunda-feira (28), após o fim do prazo para o registro de candidaturas, que ocorreu na noite de sábado (26).

Até esta segunda, somente um pedido de candidatura a vereador, na cidade de Uauá, foi considerado inapto pela Justiça Eleitoral. Mas, de acordo com o TRE, os juízes eleitorais ainda avaliarão os pedidos, o que deve fazer com que o número de candidatos aptos ao pleito diminua.

Na comparação com as eleições municipais de 2016, até às 13h20 desta segunda, o estado possui 5.246 candidatos a mais neste ano, aumentando assim a concorrência pelas vagas. Na eleições passada, a Bahia registrou 35.514.

Para o cargo de prefeito, por exemplo, 1.348 nomes estão na disputa por 417 vagas. Já em relação aos vereadores, são 38.064 candidatos para 4.324 cadeiras em câmaras municipais.

Os índices estaduais vão ao encontro da realidade vivida em todo o país, que neste ano bateu recorde de número de candidatos.

Segundo especialistas ouvidos a pulverização das candidaturas se deve, principalmente, ao fim das coligações para eleições proporcionais (vereador, deputado estadual e deputado federal), regra que passa a valer a partir deste ano.

Perfil dos Candidatos

Com 27.517 candidatos do sexo masculino, 67,5% das candidaturas registradas na Bahia são de homens. O número é maior que o dobro na comparação com o total de mulheres concorrentes, que é de 13.246, representando 33,5% das candidaturas.

Especialistas afirmam que apesar das mulheres garantirem a reserva de, no mínimo, 30% das vagas para eleições proporcionais, o fato ainda não refletiu completamente em mulheres eleitas. O número de eleitas até aumentou nas eleições de 2018 em comparação com os anos anteriores, mas a participação feminina no Brasil ainda é baixa. Na Bahia, por exemplo, das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nove são ocupadas por mulheres (14%).

Entre os jovens dos 21 aos 29 anos, são 3.002 registros, enquanto entre os jovens dos 18 aos 20 anos, são 260.

O número de candidatos que alcançaram a maioridade recentemente e que disputarão sua primeira eleição fica acima das faixas mais altas, já que o estado registrou 266 candidatos entre os 70 e os 84 anos.

Do total de candidatos, 58,6% (40.763) declararam-se pardos e 19,95% (8.134) pretos e 7.395 (18,5%) brancos. Declararam-se amarelos 157 candidatos e indígenas, 140. Outros 1.051 candidatos não prestaram informações relativas à cor/raça.

Salvador, que nunca teve um candidato que se declarou como preto eleito para prefeito, terá 1° pleito a prefeito com aproximadamente 56% de políticos pretos.

Candidatos que estudaram até a conclusão do ensino médio são a maioria (43,51%), enquanto os que chegaram a finalizar o ensino superior vêm em seguida (20,42%). Na terceira posição estão os que não chegaram a finalizar o ensino fundamental, que representam 13,77% dos concorrentes.

Salvador, Olinda (PE) e Queimados (RJ) lideram juntos o ranking de municípios com a maior proporção de mulheres eleitoras, todos com 56%. Os dados foram levantados pelo G1, no repositório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A capital baiana tem 1.053.120 eleitoras e 843.977 homens. Entretanto, o número de mulheres eleitoras é inferior ao registrado no pleito anterior, de 2016. Naquele ano, 54,5% do eleitorado era formado por mulheres (1.060.038) e 45,5% era de homens (886.914).

Ao somar todos os 417 municípios baianos, também foi constatado que o estado também tem mais eleitores mulheres, são 5.713.149, 52,5%. Os homens representam cerca de 47,5%, com 5.179.426.

O levantamento feito pelo G1 aponta que as mulheres são a maioria dos eleitores em 3.386 dos 5.568 municípios brasileiros (61%) onde haverá eleições neste ano. Esse número já é superior ao registrado no pleito anterior, de 2016. Naquela ano, elas já eram mais da metade dos eleitores em 2.963 municípios.

No total, 147,9 milhões de eleitores estão aptos a participar destas eleições – 52,5% são mulheres e 47,5%, homens. Em 2016, as mulheres eram 52,2% e os homens, 47,8%.

Segundo projeção do IBGE, a população brasileira é formada por 51% de mulheres e 49% de homens. Segundo a demógrafa do IBGE Izabel Marri, a pequena diferença entre os dados se deve ao fato de o eleitorado ser formado principalmente por pessoas na idade adulta. Já o número maior de mulheres se deve a fatores sociais e biológicos.G1

G1

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