Prefeito quer multar quem der comida nas ruas sem cadastro

 

Rafael Greca, prefeito de Curitiba Foto: Reprodução

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), protocolou um projeto de lei que prevê multa para quem distribuir alimentos a moradores de rua sem autorização da prefeitura. O valor pode chegar a R$ 550 após advertência, e seria aplicado a pessoas que fornecessem comida em “em desacordo com os horários, datas e locais autorizados pelo Município de Curitiba”.

A proposta nomeada como Programa Mesa Solidária tramita na Câmara Municipal de Curitiba, e entrou em votação nesta segunda-feira (29). Foi enviado também um requerimento para que a PL fosse votada em regime de urgência, mas o pedido foi negado pelos vereadores.

O projeto teve reação de organizações não governamentais por meio de carta aberta, e também da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Paraná (OAB-PR), que pediu esclarecimentos tanto à prefeitura quanto à Câmara. Curitiba possui quase 3 mil sem-teto, de acordo com informações da prefeitura.

Em resposta, a gestão de Rafael Greca disse que seriam feitas apenas alterações na forma de distribuição dos alimentos, para gerar uma organização no fornecimento e um controle sanitário. De acordo com a nota, há excesso de alimentos em certos momentos, o que aumenta os resíduos que atraem vetores urbanos e pragas, e em outros há escassez. Segundo a prefeitura, a ideia é defender o cadastro dos grupos de ONGs para organizar o fornecimento.

DECLARAÇÃO POLÊMICA
No ano de 2016, o mesmo prefeito, Rafael Greca, causou polêmica em uma sabatina no dia 22 de setembro ao dizer que “vomitou por causa do cheiro de pobre”.

– Eu coordenei o albergue Casa dos Pobres São João Batista, aqui do lado da Rua Piquiri, para a igreja católica durante 20 anos. E no convívio com as irmãs de caridade, eu nunca cuidei dos pobres. Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que eu tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro – disse na ocasião.

No dia seguinte, Greca fez uma publicação no Facebook pedindo desculpas pela forma com que se expressou, e alegou que sua fala foi descontextualizada.

– Peço perdão pelas minhas palavras. Não tive a capacidade de explicar a dificuldade que vivi ao tentar realizar o trabalho de resgate social na minha juventude. Mais uma vez, descontextualizam o que falo para tentar enganar as pessoas. Ontem, durante a Sabatina na PUC, ao exaltar o difícil trabalho dos educadores sociais e das irmãs de caridade, comentei sobre o quão difícil é essa missão. Com sinceridade disse que não tenho a capacidade desses profissionais para o resgate, mas que acima de tudo, admiro, respeito, faço e farei o possível e impossível para mudar o quadro de abandono nas ruas. Peço que me perdoem pela falta de clareza do discurso. Não me interpretem mal – disse.

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