Depois do coronavírus, China alerta para possível invasão de gafanhotos


Em meio aos noticiários recentes envolvendo a pandemia global pelo novo coronavírus, o continente africano está tendo que lidar com uma praga de proporções bíblicas. As mudanças climáticas acabaram por intensificar o fenômeno das nuvens de grilos, que de acordo com os especialistas têm proporções duas vezes maiores em tamanho do que comparadas ao território de Roma, capital da Itália.
A China está apelando para que autoridades locais se preparem para a possível chegada de insetos vorazes provenientes dos vizinhos Paquistão e Índia.

O risco de enxames entrarem no país é baixo, embora a China tenda a enfrentar dificuldades para rastrear os gafanhotos devido à falta de técnicas de monitoramento e ao pouco conhecimento sobre padrões de migração, disse a Administração Nacional de Florestas e Pastagens em seu site.

O comunicado apontou ainda que enxames de gafanhotos podem adentrar a região do Tibete advindos do Paquistão e da Índia, ou chegar à província sudoeste de Yunnan através de Mianmar, dependendo das condições climáticas. Os animais também podem voar pelo Cazaquistão e atingir a região chinesa de Xinjiang.

De acordo com os estudos de pesquisadores, são cerca de 200 milhões de insetos nesta que está sendo descrita como a pior invasão de gafanhotos do século XXI, a maior registrada ao longo dos últimos 25 anos. Devastando plantações por onde passa.
Descrita na Bíblia como sendo decorrente da ira divina contra o povo do Egito, a oitava praga da antiguidade desta vez é obra das mãos humanas. Procurando por solo úmido e arenoso para depositar seus ovos e se reproduzir, os gafanhotos se deparam com uma condição climática anormal, tendo em vista um longo período de chuvas irregulares que afetam a região neste ano.
A praga de gafanhotos está colocando diretamente em risco a vida de 10 milhões de pessoas, com 4 milhões de crianças podendo sofrer drásticas consequências deste evento considerado raro. O principal transtorno oriundo dos gafanhotos é o potencial de destruição das plantações. Os especialistas calculam que em apenas um dia os insetos são capazes de destruir uma quantidade de comida capaz de alimentar 90 milhões de pessoas.
Vale lembrar que as regiões que mais sofrem com o evento crítico, como Quênia, Etiópia e Somália, já lidam com a escassez de alimentas. Com a praga de gafanhotos, a situação pode se tornar ainda mais alarmante.
1News e R7

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